Notícias

‘Riscagem’ de pneus pode ameaçar a segurança dos motoristas

Geralmente quando estamos no final do mês, ou quando estamos totalmente afundados em dividas procuramos soluções para alguns problemas que acabam nos afetando no futuro. Vocês devem esta se perguntando, esse cara virou psicologo? E eu irei responder: Claro que não, simplesmente estou abordando os gatos que geralmente fazemos para concerta o carro ou colocar arrumar algum problema utilizando pouco dinheiro.

Primeira: O oleo do carro pode esta no final com trezentos mil quilometros rodados que tem gente que compra um litro para completar o mesmo, e ainda sai falando a seguinte frase: O oleo ainda esta bom!!! Como todos sabem o oleo é um dos itens principais do motor do carro, isso porque caso ele não esteja em dia poderá levar o motor a travar, ou melhor dizer fundir o motor.

Segundo: O motor do carro esta com barulhos estranhos. Alguns motorista só se preocupam com os sinais vitais do carro quando ele já arrebendou tudo, ou seja, quando o carro para de funcionar. Eu aconselho a todos os motorista e futuros motoristas ficarem atentos a tais barulho estranhos que costumam aparecer no carro, porque ele não são apenas simples chiados, essa é uma forma do carro te mostrar que esta com algum problema.

Terceira: O pneu do carro esta careca. Como foi mostrado no jornal do Bom dia Brasil, que flagrou o seguinte fato: O funcionário da borracharia oferecendo ao produtor uma alternativa mais barata e perigosa: “A famosa riscagem”.

O serviço é feito com uma máquina aquecida que aprofunda as ranhuras. Em outras borracharias, mais gente admite fazer o serviço conhecido como “riscagem”. O trabalho de riscagem custa entre R$ 30 e R$ 40, quase 10 vezes menos que determinados modelos de pneus novos.

Mas o especialista da Universidade de Campinas Celso Arruda explica que o aumento das ranhuras diminui a espessura da camada de borracha e expõe parte da estrutura. Uma malha de arame.

“Quando chega nessa aramagem, perdeu a sustentação do pneu. A chance de explodir o pneu, por volta da aramagem, é enorme. Basta bater em uma pedrinha, em um buraco ou em uma guia”, alerta Arruda.

Para diferenciar um pneu “riscado” de outro com boa procedência é preciso estar muito atento aos detalhes. “O pneu riscado não acompanha o desenho original. Existem umas linhas tortuosas, por mais bem que sejam feitas nunca é igual ao pneu que foi fundido em uma máquina”, mostra o engenheiro Celso Arruda.

Dar uma aparência de novo a um pneu usado é um artifício que costuma ultrapassar o limite de desgaste do produto. De acordo com a lei, os sulcos não podem ter menos de 1,6 milímetro de profundidade. Na maioria das vezes, o trabalho é feito com pneus quase carecas.

Multa e retenção
Nas operações da Polícia Rodoviária, o motorista flagrado com pneus riscados é autuado. A legislação prevê a retenção do veículo no local da fiscalização. Se não houver a possibilidade de trocar os pneus, o motorista tem o documento do veículo apreendido. Além disso não escapa de uma multa.

“É infração grave com multa de R$ 127”, informa o policial rodoviário tenente Fernando Souza.

Carlos Guaraldo trabalha com veículos e comprou um carro com pneus riscados. Sofreu um acidente: “O carro perdeu a aderência na curva, rodou e bateu no guardril. Eu sabia que estava riscado, mas ia trocar no outro dia, e não deu tempo”.

Quem estiver rodando com pneus “riscados” e for flagrado terá o carro apreendido até que providencie a troca e que risco enorme o motorista corre.