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Carro premiado em concurso de acessórios é de 1993 e vale R$ 250 mil

Modelo foi eleito o ‘Carro mais bonito do Salão do Acessório’ em São Paulo.

Somente as rodas banhadas em ouro 18 quilates custam R$ 140 mil.

Um Honda Civic hatch de 1993 vale, de acordo com a tabela Fipe, R$ 15.024. Mas uma unidade em especial custa R$ 250 mil e não está à venda. Batizado “The Killer” (“O Matador”, em inglês), o modelo foi a principal atração do Salão do Acessório, em São Paulo, e recebeu do ex-piloto de Fórmula 1 Emerson Fittipaldi o título de “Carro mais bonito do salão”.

O desenvolvimento durou quatros anos e meio, suficiente para transformar o Civic hatch em um carro completamente novo. Mesmo por fora, fica difícil de reconhecer.

Somente para pintar o modelo foram necessários oito meses de trabalho e o resultado é uma carroceria cheia de efeitos especiais e com reproduções impecáveis de figuras e personagens. No entanto, o grande destaque do visual são as rodas de liga-leve de 20 polegadas que foram banhadas a ouro 18 quilates e custam em média R$ 35 mil cada.

O interior leva apenas o motorista, pois todo o espaço foi ocupado por acessórios. A fileira de trás foi invadida pelo porta-malas que abriga uma tela de 50 polegadas, aparelho de DVD, Playstation, equipamento de mixagem de músicas (CDJ) e iluminação a laser com strobo, que produz um efeito de câmera lenta. Dentro da cabine há ainda outras três telas: na lateral da porta, no console do carro e no assoalho, próximo ao pé esquerdo do motorista.

O sistema de som é composto por quatro subwoofers de 15 polegadas, 32 alto-falantes e cinco módulos eletrônicos, que juntos chegam a 7 mil Watts RMS. Para dar conta da potência, o carro é equipado com 16 baterias que são recarregadas com auxílio de uma fonte.

Ao lado do assento do condutor ficam os três cilindros de nitro que apimentam o motor 1.6 turbinado. Com o empurrãozinho, a potência chega a 450 cavalos e a velocidade máxima atingida na última medição foi de 270 km/h. Mas a força fica somente no ronco do propulsor, já que o carro só desfila de guincho.

“The Killer é como se fosse uma miniatura de carro rara, aquelas de coleção, que você cuida com todo o cuidado possível”, afirma o proprietário, Valdomiro Moreira dos Santos Júnior. Para ter o retorno do investimento, Júnior aluga o carro para exposição em eventos e cobra R$ 1.500 por diária.