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Caixa Band Pass: Entenda como fazer e como funciona

Caixa Band Pass: Entenda como fazerCaixa Band Pass: Entenda como fazer

Navegando no site Som Automotivo encontramos esta super dica de funcionamento da caixa band pass. Preparamos uma explicação objetiva e esclarecedora sobre o que é a famosa caixa band pass. Não ensinamos a projetar essas caixas, esta publicação tem o objetivo de apresentar a proposta deste tipo de caixa, explicar seu funcionamento, prós e contras.

O QUE É?

É basicamente uma caixa dividida em duas câmaras, sendo uma selada que recebe o falante e outra câmara frontal dutada, associada que sintoniza a saída do áudio. Neste tipo de caixa, toda a transmissão do grave para o ambiente é feita por meio do duto.

QUAIS OS PRINCÍPIOS DE FUNCIONAMENTO?

O princípio de funcionamento é o mesmo das caixas seladas ou dutadas padrão. A diferença entretanto é que, o ambiente externo (todo o porta malas) é substituído pela câmara frontal que recebe o duto e por sua vez, sintoniza a resposta desejada.

EM QUAIS TIPOS DE PROJETOS A BAND PASS É INDICADA?

Indicamos a caixa band pass para situações onde o ambiente não é muito favorável a transmissão do grave, ou seja, em carros sedan. Hatches e peruas apresentam bom rendimento com caixas seladas e dutadas. Carros com apoio de braço rebatível são ainda melhores, pois consegue-se aproveitar este espaço para direcionar o duto da segunda câmara.

QUAIS AS VANTAGENS E DESVANTAGENS EM RELAÇÃO ÀS SELADAS E DUTADAS COMUNS?

A missão é jogar o grave do porta-malas ao habitáculo e neste ponto a perda com a band pass é muito menor porque o porta malas deixa de interferir na resposta. As vantagens são enormes se comparadas aos dois outros tipos citados na pergunta, considere isso, entretanto, apenas para veículos três volumes (sedan).

Caixa Band Pass: Entenda como fazer

QUAL A DIFERENÇA ENTRE BAND PASS DE 4ª E 6ª ORDEM?

A band pass de 4ª ordem é a melhor opção para todos os casos, com boa resposta geral e boa segurança mecânica (subwoofer). Nesta caixa, usa-se apenas um duto na segunda câmara. A band pass de 6ª ordem é utilizada quando se deseja baixar ainda mais o início da resposta de frequência desta caixa, mas isso afeta diretamente na potência que poderia ser aplicada, porque quanto menor a frequência trabalhada, menor também deve ser a potência, a fim de preservar o subwoofer. Na 6ª ordem, usam-se dois dutos, um para cada câmara.
Esta é a regra do cobertor curto, se cobrir o peito os pés ficam de fora e se você cobrir os pés, o peito fica descoberto. Portanto, devemos saber o que queremos – sub grave “lá embaixo” ou, potência e SPL.

QUAIS OS PRINCIPAIS PROBLEMAS ENCONTRADOS NO MERCADO PARA ESTE TIPO DE CAIXA?

O principal problema é a falta de conhecimento sobre o real tipo de resposta que esta caixa proporciona. Ainda há muitos mitos difundidos em fóruns de som e muitos achismos de entusiastas não profissionais do segmento. Ao proporcionar bom equilíbrio e ataque, é o tipo de caixa adotado por puristas (que tenham carro sedan!). Puristas são consumidores entusiastas de áudio HD e Hi-Fi, com altíssima definição, precisão tonal, equilíbrio espectral, dinâmicas micro, média e macro, ambiência, etc. Portanto, não é para “dar mais SPL” ou para conseguir “muito SPL com qualidade de Hi-Fi”, como muitos acham. Em um sedan vai dar mais SPL que uma selada/dutada, exatamente pela transferência do grave ser feito de forma direcionada, porém não é nada exagerado. Um outro problema é executar o projeto à risca, este tipo de caixa não é muito tolerante com diferenças, muitas delas feitas no “olho”, por quem faz a caixa, ou pior, por achar que se fizer assim ou assado (do jeito deles) pode ficar ainda melhor.

O QUE DEVEMOS LEVAR EM CONSIDERAÇÃO QUANDO USAMOS UMA CAIXA DESTE TIPO (ESPESSURA DO MDF, TRAVAMENTOS, POSICIONAMENTO DE DUTO, ETC)?

MDF deve ser de 18mm, no mínimo. A fixação das chapas deve ser feita primeiramente com cola branca e depois com parafusos ou pinos pneumáticos, distribuídos a cada 7cm. As travas internas devem ser planejadas e seus volumes incluídos ao volume bruto do projeto. Estes reforços devem ser horizontais e verticais. O duto deve respeitar sua própria medida em relação a cada parede da caixa e do fundo. Se o duto tem 4 polegadas, deve estar a no mínimo 4 polegadas de distância de qualquer parede da caixa. Desta forma evitamos a restrição de fluxo e assim evitamos a coloração negativa que pode ocorrer pelo ruído de duto, já que toda a informação musical deste tipo de caixa é feita por meio do duto (ressonador helmholtz). Para não gastar dinheiro à toa, certifique-se que a loja que irá fazer a caixa possui certificados de cursos idôneos, com ênfase em projetos e execução de caixas em geral. Só quem entende a fundo como é e como funciona sabe respeitar o projeto e a forma como ele deve ser executado, com precisão. E fuja da loja que cobre todas as ofertas, não há milagres e uma caixa desta tem um custo proporcional.

QUAL O VALOR MÉDIO DE UMA CAIXA COMO ESTA?

O custo pode variar em função do “zelo” que o instalador terá para construir esta caixa, mas isso só é considerado se a loja tiver algum certificado de cursos de renome. Acabamentos e seu tamanho físico também devem ser considerados. Em média, custa de 2 a 4 x mais caro que uma boa dutada.

DÁ PARA FAZER BAND-PASS COM DOIS SUBWOOFERS?

Sim, não só com dois como também com quatro subwoofers. Neste caso atende a quem quer o SPL monstro com a qualidade no grave necessária. Existem variações como os push-pull e pull-pull também, podendo neste caso ser ou não band pass.

PROJETO DE CAIXA BAND PASS PARA O PIONEER

Esta caixa tem como principal característica um filtro passa banda natural, ou seja, ela
só deixa passar um faixa bem específica de frequências (exemplo, 30 hz à 120 hz). Também é ideal para quem gosta de usar subwoofer  pra tocar som fora do carro(trio automotivo), pois como o sub trabalha num obtáculo fechado o deslocamento
do cone é minimizado por conta do “freio mecânico” introduzido pela massa de ar no interior da caixa. Deste modo, o sub não corre o risco de queimar por deslocamento exagerado. Outra vantagem é o ganho absurdo de decibéis no interior do veículo em torno de 5 a 10 db, a depender do projeto. O alto falante utilizado é de 12 polegadas

BASE DO PROJETO

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