Mitos e verdades sobre RCA – Novo cabo RCA Audiophonic

cabos RCA Audiophonic

SAB: Por que a Audiophonic decidiu lançar cabos RCA, se é um nicho de mercado já repleto de opções, para “todos os gostos e todos os bolsos”?

RM: Muitos de nossos consumidores e revendedores vinham nos pedindo. Alegavam que a variação de preços era grande demais para resultados finais quase sem variação. Em uma palestra para um grupo de mais de 100 lojas no interior de São Paulo, após muito debate, acabaram concluindo de forma unânime que RCA bom hoje é o que não dá problema, pois no áudio, quase ninguém sentia diferenças positivas. Os mais voltados a som HD sabem entretanto que RCA ruim pode comer um pouco o som.

SAB: Comer o som? Como assim?

RM: RCA ruim pode tirar um pouco do grave, médio ou agudo. Ou todos ao mesmo tempo, com variações leves a extremamente consideráveis. Muitos, absolutamente muitos já notaram isso mas não souberam o que causava, apenas reajustaram o áudio no player ou no equalizador. Outros sintomas são na parte analítica, detalhamentos e abafamento.

SAB: Então um RCA ruim apresenta estes sintomas?
RM: Não só estes. Achamos descabido mais de 100 lojistas acabarem concordando de forma unânime que RCA bom para eles é o que não dá problema, ao invés de considerarem que o bom RCA é aquele que de fato melhora o resultado final, o áudio. Questionados se eles realmente sentiam diferença no áudio ao adotar um RCA que promete muito, que apresenta argumentos técnicos esplendorosos, houve um silêncio. Em um de nossos carros de demonstração para um campeonato de Hi-Fi (EMMA) há alguns anos, também notamos isso. Estávamos usando um cabo importado Holandês topo da gama, “o mais caro do mundo” e após muitos dias tentando melhorar o áudio, revisamos tudo e estávamos já quase desistindo. Em dado momento, resolvemos trocar o RCA por um normal, desses de 50 reais para ver o que iria acontecer, já esperando que o som “fechasse”. E por incrível que pareça, o som melhorou muito em todos os aspectos. Foi então que esse assunto ficou em nossas cabeças e passamos a pesquisar mais sobre isso, pois se o tão mais caro não foi melhor, havia coisa de errado nisso.

SAB: Pode explicar melhor?

RM: Vamos pensar da forma correta. Em áudio, queremos o quê? Áudio bom né. Lógico, óbvio, natural. Bem, na verdade não é bem isso o que ocorre. Se em áudio o produto é áudio, o foco deve ser no resultado final e não no produto físico. Mas olha só – os revendedores e consumidores estão optando por produtos que apresentem o maior número de características do produto consideradas boas como ser CCA (Copper Clad Aluminum), dupla ou tripla blindagem, ponteira gold plated, malha entrelaçada e não espiralada, livre de oxigênio, terminais siliconados, percentual de malha, ponteira em cerâmica e vários outros blá blá blá que quem realmente entende de engenharia, sabe que não afetam positivamente no resultado final, são apenas características de construção relacionadas a durabilidade e contra eventuais ou raras possibilidades de interferência externa em instalações corretas. Tornam o cabo em tese, mais durável, mais bonito, mais vistoso… mas melhora o áudio? No que a blindagem melhora o áudio? Em nada. Vender CCA como algo bom é igual vender carro falando que é excelente pois tem conta-giros. Quase todos têm. Dizer que tem ouro 24K é mentira, é pintado de dourado. O grama do ouro bruto hoje está em R$123,80. Para um RCA de 2 vias, vai em torno de 0,5g de ouro, que precisa ainda passar pelo processo e custo de industrialização. E o RCA chega ao consumidor final, considerando as margens de lucro do fabricante, atacadista e varejista, a 50, 80 reais. Como pode isso? O cabo ser espiralado ou trançado também não influencia na qualidade do áudio. Nem o percentual de malha, nem nada disso. É como falar que um carro vai ter um desempenho muito superior se você colocar couro nos bancos ou antena tubarão. Mas como em cabos quase ninguém sabe o que estes dados são, se se relacionam diretamente com o resultado final, não sabem aferir, não sabem testar, acabam acreditando serem dados que fazem diferença e pagam o preço caríssimo.

SAB: E o que faz o cabo RCA ser bom então?

RM: Simples, basta pensar de forma lógica. RCA serve para conduzir sinal de um ponto a outro. Vamos dizer que é como uma ponte. Se você quer que 1000 pessoas consigam atravessar a ponte com fluidez, deve criar uma ponte que lhe permita isso, considerando sua largura, a velocidade com que as pessoas vão conseguir transitar sobre ela sem escorregar com um piso de boa aderência, facilidade em andar sem balançar, criar fluxos definidos de ida e vinda e medir se de fato as 1000 pessoas atravessaram a ponte. Ou seja, exatamente o que sai é o que chega. De 1000, queremos 1000. No RCA temos que adotar este princípio de pensamento para desenvolvermos um produto com foco no resultado final.

SAB: Sim, a lógica é perfeita, mas não é o que ocorre então?

RM: Para nós sim, pois focamos no resultado e não no periférico. Portanto, para que nossos RCA fossem eficientes e plenos, não levamos em conta os periféricos como os responsáveis para atingir este objetivo, pois não se relacionam diretamente. O que realmente importa quando se fala em transferência de sinal, que é a função primordial e exclusiva do RCA, é ter o equilíbrio perfeito entre capacitância (que deve ser alta) e indutância e impedância (que devem ser baixas). Pergunte a qualquer engenheiro elétrico gabaritado. E foi nisso que trabalhamos ao longo do desenvolvimento. Foram necessários 18 protótipos para conseguirmos chegar ao equilíbrio perfeito. Ou seja, desenvolvemos de trás para a frente e não de frente para trás ao partir do princípio que sabíamos os números que desejávamos para o áudio ser bom. E o produto foi desenvolvido para chegar nos números relevantes.

SAB: Os RCA então não são dupla blindagem, entrelaçados e tudo mais?
RM: São feitos com dupla blindagem, entrelaçados, possuem isolamento dielétrico de polietileno com espuma, 100% cobre, livre de oxigênio (oxidação) e tudo mais. Só não vendemos isso como se fossem “grande coisa” pois são, como citei, para evitar interferência, ser mais durável e afins. O que importa mesmo para quem quer resultado final é o equilíbrio atingido entre alta capacitância, baixa impedância e indutância.

SAB: Como podemos entender este vídeo aí?

RM: Usamos uma RTA analógica da IASCA, original. Este RTA faz a leitura da transferência de sinal em 30 espectros do áudio entre 20hz e 20khz (ou seja, onde o áudio atua) e mostra se há desvios na resposta e transferência do sinal em algum deles. Um ponto para baixo (a referência é a partir do lado direito – alta freqüência, que em nenhum dos cabos no vídeo houve desvios) significa perda de 3dB. Se fossem dois pontos abaixo, 6dB de desvio. Nos RCA bem baratinhos e até em outros de 50,00, houveram desvios de 6 e até 9dB.

SAB: Mas no vídeo o Sensation se igualou ao Club, que é de outra categoria, mais cara.

RM: Sim, no desvio de sinal ambos foram perfeitos, não comem nem colorem o áudio. Mas o RCA Club no áudio mais high-end apresenta maior nitidez, velocidade, precisão tonal e abre bem o analítico (detalhamento). Tem 6mm de diâmetro, enquanto o Sensation tem 5mm. A “ponte” é mais larga.

SAB: Ouvi dizer que o percentual de malha é um grande diferencial. Isso procede?

RM: Onde isso afeta o áudio no resultado final? Na engenharia não há como isso se relacionar de forma clara com a resposta e transferência de sinal. É bom no sentido da construção, durabilidade, mas não tem relação com a proposta do produto que é essa – transferir sinal de forma plena. Repito, é como alegar que um carro vai ter desempenho melhor se você empregar uma boa central multimídia. Não que seja ruim, mas não se relaciona com o desempenho do carro diretamente de forma alguma.

SAB: Para finalizar, o senhor está dizendo que não há cabos bons no mercado?

RM: Não testamos todos e nem vamos fazer isso. Portanto, não temos como afirmar nada sobre os outros, além de ser anti-ético. Dos que testamos, como citei, alguns podem ser bons, mas talvez nem os fabricantes saibam pois não se preocuparam com os valores que importam, tanto que não os divulgaram. Mas garanto que testando com esta RTA, você se choca ao ver cabos de marcas consagradas apresentando muito desvio no sinal e houve um outro aí, de preço comum, que teve um resultado muito próximo aos nossos, com apenas 6 desvios – quase o mesmo que o holandês que teve 7 desvios de apenas 3dB cada. Não se deixe enganar pelo produto, pegando nele, apalpando, vendo o peso, a cor, se tem 2 ou 200 blindagens, etc. Cabo não tem que ser bonito, tem que conduzir sinal sem alterar nada e ponto final. O resto é lero-lero. Eu soube de uns testes que um grupo de melômanos (aquele que é apaixonado por audiofilia mas ainda não chegou no nível de um verdadeiro audiófilo na capacidade auditiva) experientes fizeram entre eles, testes cegos, ouvir e julgar sem saber qual era o RCA e deu resultados que respaldam o que citei aqui. Cabos normais tendo resultado superior a outros importados e caríssimos, assim como também alguns tiveram o resultado esperado.

SAB: Então seus RCA são indicados para tudo, certo?

RM: Não, se o sistema de áudio como um todo for com produtos de baixíssima qualidade, o áudio pode piorar. Se você tem alto-falantes muito bons, realmente high-end com amplificadores (ou reprodutores) de qualidade muito baixa, o áudio pode piorar, pois vai abrir muito e entregar toda a sujeira que há no sinal de áudio. E esta sujeira irá ser enviada aos alto-falantes de alta definição, que por sua vez, reproduzirão sujeira em HD.

SAB: Peraí, então RCA não suja o áudio?

RM: Não, não. Sujar não, o que ocorre é “comer” algum espectro do áudio (grave, médio, agudo) e tirar detalhamento, brilho, precisão tonal… mas isso é diferente de adicionar “sujeira”.

SAB: Qual a garantia dos seus cabos?
RM: 02 anos contra qualquer defeito de fabricação comprovado, na base de troca. Certificações internacionais FCC, CEA e Rohs.

Créditos: SomAutomotivoBrasil




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