Dicas para comprar uma moto usada

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Todos sabem que qualquer motocicleta ao ser tirada da loja zero Km perde 20% do valor, conforme a quilometragem aumenta o preço também reduz, isso infelizmente é verdade. E na hora de comprar Motos seminovas, chamadas de “filés” no mercado, devido a conservação e manutenção, são raras, difíceis de encontrar. O mais comum é ter de optar por uma moto com um ou mais anos de uso. Seja qual for a alternativa, a moto usada sempre traz certo risco, se a compra não for feita de uma pessoa conhecida, como parente ou amigo.

Diante disso, trouxemos algumas dicas que irá ajudar a avaliar melhor a moto usada na hora de comprar a sua. Confira:

1) Documentação
Por meio do número do Renavam, que está em todo documento de veículos no Brasil, é possível verificar dados sobre o proprietário e endereço, além de saber se há alienação (se o veículo está financiado), se tem multas etc. A consulta desses dados podem ser feita na internet grátis nos sites do departamento de trânsito (Detran) do estado em que a moto está licenciada. Além disso, deve ser verificada a aparência da marcação do chassi na coluna da direção e o lacre da placa. Não deve haver nenhum tipo de adulteração.

2) Mecânica
Mesmo não tendo conhecimento mecânicos, basta olhar se a moto está funcionando bem, se tem alguma dificuldade para pegar e se não apresenta ruídos metálicos que sumam depois de alguns segundos, o que indica folga excessiva em componentes fundamentais como virabrequim/bielas, pistões e sistema de válvulas e seu acionamento. Fumaça saindo do escapamento pode até ser considerada normal, especialmente em dias frios, pois ela não será fruto da tão temida queima de óleo, mas sim da simples condensação. Se, após alguns minutos de aquecimento, o escape continuar fumando e se a fumaça for azulada e aumentar com a aceleração, corra: é óleo queimado, sinônimo de motor cansado no fim de vida.

3) Óleo
Na maioria dos modelos, a vareta (ou visor) do nível de óleo é de fácil acesso. Ele deve estar no nível certo, mas é a tonalidade do óleo e, principalmente, a sua consistência que revelam o estado do motor.

Óleo claro demais significa novo, recém trocado. Em geral, óleo escuro é óleo usado, mas atualmente os lubrificantes têm aditivos detergentes que agem de modo rápido e, em motores mais rodados, o óleo escurecer rapidamente pode ser considerado algo normal.

Então, como checar a qualidade? Donos relaxados por vezes optam pela economia de, em vez de trocar o óleo, completar o nível. Com isso, o óleo vai engrossando e perdendo suas características lubrificantes. Pingue uma gota de óleo na ponta do indicador e com o polegar analise a consistência: se parecer graxa e sujar demasiadamente seus dedos (e cheirar a gasolina), é óleo velho ou óleo com especificação errada, mais grosso, colocado justamente para disfarçar os barulhos metálicos “do mal” citados no item anterior.

4) Sinais de desmontagem
Motores de motocicletas são expostos e, por isso, facilitam uma análise importante, relacionada a marcas de desmontagem. Parafusos e porcas estão ali bem na sua cara, e considerando que é praticamente impossível desmontar um motor sem deixar marcas nesses componentes, ver sinais ou, o oposto, ver parafusos e porcas cujo metal pareça ser bem mais novo do que as partes metálicas ao redor é algo para se desconfiar. Outra verificação recomendada é no cárter, a parte de baixo do motor, a mais próxima do solo. Marcas de raspadas são aceitáveis; os amassados, não, e muito menos “cicatrizes” deixadas por soldagem.

5) Tinta
Brilho na pintura pode indicar um dono cuidadoso ou uma moto recém-pintada. Nesse caso, é necessário saber por qual razão ocorreu a repintura. Bom senso também ajuda para lembrar que, se a moto tem um ou dois anos de uso, e quilometragem relativamente baixa, faz sentido a pintura parecer quase nova. Porém, se a moto tiver quilometragem abundante e bons anos no lombo, milagre não existe. Assim, marcas de desgaste, riscos e até pequenos amassadinhos devem fazer parte do conjunto.

6) Pedaleiras, manoplas e manetes
Esses são os componentes onde tocam as mãos e pés do motociclista. Eles devem mostrar marcas de uso coerentes com a quilometragem e a idade da motocicleta. Uma manopla com pequenos ralados nas extremidades é algo natural, assim como a ponta dos manetes de embreagem e freio dianteiro terem leves arranhões. Já uma manopla muito ralada e um manete com a ponta torta, ou limada, indica tombo. Pedaleiras tortas ou com borracha raspada também denunciam facilmente se houve contato imediato do 1º grau com o chão. De novo, é preciso ter coerência: moto gasta com tais componentes muito novos é algo suspeito.

7) Comandos
Mesmo que você não conheça o modelo da moto pelo qual está interessado, lembre-se que nenhum fabricante é sádico e que, portanto, acelerador e embreagem não podem ser duros demais para serem acionados. Embreagem dura é sinal claro de fim de vida útil. Acelerador duro pode indicar problemas no cabo ou algo ainda pior, resultante de montagens e desmontagens desatentas. Quanto ao câmbio, os engates devem ser fáceis e “secos”, e as marchas não podem escapar, o que pode apontar para um câmbio maltratado.

8) Banco
Moto usada deve ter um banco com cara de usado, assim como o contrário. É preferível uma capa de banco original desgastada a uma novinha, seja original, seja do mercado paralelo. A troca deste componente pode ser indício de um acidente considerável, pois o que normalmente é afetado em tombinhos menores são outras partes, nunca o banco.

9) Painel e sistema elétrico
Tudo deve funcionar, certo? Certo! Especialmente as chamadas “luzes-alerta”. Modelos de motos mais básicas têm um conjunto de luzes essencial e que indicam coisas simples, como farol alto e pisca-pisca ligado. Já motos mais modernas ou maiores têm luzes para alertar sobre coisas importantes, como pressão do óleo ou problemas no sistema de injeção. Ao girar a chave, é usual que todas as “luzes-alerta” acendam para mostrar que suas lâmpadas funcionam, para depois se apagarem. Caso uma luz importante não acenda – ou pior, fique acesa direto –, problema sério à vista.

O símbolo destacado à esquerda na foto (em vermelho) é relativo à pressão do óleo no motor. Quando a pressão é baixa, por falta de óleo ou outro problema, ela permanece acesa um tempo depois que o motor está ligado. É caso grave e exige parada imediata. Às vezes, quando o motor está muito quente, ela pode piscar intermitentemente e, quando a temperatura volta ao normal, ela se apaga.

O símbolo à direita (em amarelo) diz respeito a problemas na parte eletrônica do motor (como a injeção). Nesse caso, quando a luz permanece acesa, não é obrigatório parar imediatamente, mas é preciso levar logo a moto para o mecânico identificar a falha.

10) Acessórios
Baús, bauletos, bolsas laterais, faróis auxiliares, guidões, espelhos e manetes especiais são alguns dos possíveis acessórios e componentes instalados para tornar a moto mais prática ou personalizada. Para que nada disso seja fonte de problemas, observe bem a qualidade da instalação e dos componentes. Em primeiro lugar, nenhuma instalação ou adaptação deve modificar partes estruturais da moto, com o chassi ou o suporte do assento. Lembre-se que, em primeiro lugar, deve vir a funcionalidade. Por exemplo, os espelhos retrovisores devem servir para ver o que se passa atrás de você e não apenas serem bonitinhos. A regra também vale para comandos imprescindíveis como os manetes e o guidão.




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