Compensa converte um carro a gasolina para álcool ou flex?

E importante antes de falar propriamente da conversão do motor a gasolina para flex ou bicombustível, quais são as peculiaridades desse motor, com isso poderão ver como simples modificações não irão trazer o beneficio da economia almejada.

O motor bicombustível possui regulagem intermediária para queimar tanto a gasolina quanto o álcool ou ambos. Entretanto, ao contrário do que muitos pensam os veículos bicombustível possuem apenas um tanque. Todo o sistema de alimentação é igual ao do carro a álcool, ou seja, os bicos injetores, bombas de combustível etc., são os mesmos do carro a álcool, que são 30% maiores e possuem mais vazão.

A taxa de compressão, que consiste na medição da quantidade de vezes que a mistura de ar e combustível é comprimida antes de explodir, é intermediária entre os motores a gasolina e os a álcool. Em geral, o derivado do petróleo trabalha com uma compressão de 9:1 (nove vezes o volume original), enquanto o combustível de cana fica em 12:1. Os carros bicombustível usam uma taxa intermediária, ao redor de 11:1.

Os problemas dos Flexíveis

Na mistura dos combustíveis o motor está sujeito a danos que muitos nem imaginavam. Isso porque na mistura álcool + gasolina o álcool tende a formar uma goma, que pode obstruir e até entupir o filtro de combustível. Quando entra gasolina (que atua como solvente) no sistema de alimentação, ela costuma desgrudar essa goma, o filtro de combustível é a primeira vítima. Quando esse componente está danificado a tendencia é a bomba de combustível trabalhar mais sem resultado já que o combustível não passa pelo filtro. A bomba queima. A sujeira também pode impregnar os bicos injetores, reduzindo sua condição ideal de trabalho.

Além disso, não é aconselhável deixar um carro bicombustível parado por muito tempo, ou seja, utilizá-lo apenas nos finais de semana. E por quê? A mistura se separa devido a densidade variada dos elementos. Assim a água é o primeiro líquido a ir ao motor quando ele é ligado. O módulo que controla o funcionamento flex não reconhece a água. O motor falha. Portanto o melhor é rodar apenas com um combustível. Os flexíveis que usam ou só álcool ou só gasolina têm menos problemas que os abastecidos com a mistura dos dois.

Agora a pergunta que não quer calar: Vale a pena converter um carro a gasolina para álcool ou flex?

Com certeza não. Diante do exposto acima podem notar o quanto o motor é diferente para cada tipo de combustível, ou seja, não adianta colocar um kit ou chip e achar que o carro irá rodar igual um carro flex ou a álcool de fabrica, porque não vai.

Além da calibração da taxa de compressão, ou seja, mistura ar-combustível que é desenvolvida especificamente para cada modelo de motor existem uma serie de regulagens do motor que são projetas para cada combustível. há a questão de a taxa de compressão dos motores a gasolina ser bem mais baixa que aquela que proporciona pleno aproveitamento do etanol (álcool etílico). Desse fato resultará consumo elevado, o que anularia a potencial vantagem. Além disso, certos componentes teriam de ser substituídos para resistir ao etanol, casos da bomba de combustível e da bóia do tanque. E as válvulas e as sedes de válvulas no cabeçote poderiam se desgastar mais rápido.

via: carros na web

Pesquisas que levaram a este artigo:

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