Como fazer o alinhamento do Som Automotivo | Alto falantes

alinhamento-som-automotivo

Para iniciarmos o alinhamento do sistema, primeiro conferi com o osciloscópio, todo casamento de impedância dos equipamentos envolvidos, já que isso infelizmente não é padronizado, começando pelo Player Pioneer MixTrax instalado no painel. Gerei algumas frequências distintas e conferi a resposta e saturação do sinal na saída.

O Equipamento tem limite de volume até 40, mas percebi que ele começa a apresentar problemas entre o volume “38~39”. Logo depois o sinal entra no processador JFA DX5, e neste foi que o sinal sofreu uma saturação com o player no “38”, o que foi impossível de controlar, já que ele não tem ajuste de ganho de entrada.. Limitando a usar, no máximo, o volume “30” do player para não saturar.

Do processador o sinal vai direto para os amplificadores:

#1 Grave (L+R) – SD30k,
#2 Medio-Grave – 2 x SD20k (L e R),
#3 Médio – 2 x SD1600 (L e R)
#4 Agudo – 2 x SD1600 (L e R)…

Em seguida emitido para os falantes:

08 x Punch 3.3K 15” no Grave,
12 x MD700x no Médio-Grave,
16 x D250 Trio no Médio
08 x D220Ti no Agudo.
Lembrando: É um carro para demonstrações de uma loja, por isso a escolha de equipamentos “comerciais” e de fácil acesso para a Doctor Audio.

omo estamos usando muitos Drivers, em função de um princípio de empilhamento em linha, decidi medir a resposta de cada um. Para medições usei o Software Smaart V7.5.2.1 + Placa de Som Behringer U-PHORIA UMC404HD + Microfone Behringer ECM8000.

Comparando a resposta dos 15 x D250 Trio (sim, 1 estava mudo e será substituído), percebi que o “Nº02” tinha resposta de altas relativamente diferente do restante.. Sendo assim, optamos por usar apenas 14 Drivers e deixar os 2 últimos de baixo desligados.Não tivemos exatamente a resposta que gostaríamos, mas com um pouco de equalização, dá para usá-lo de 800Hz~2.5kHz.

Conhecendo as respostas das vias, definimos então a banda passante que cada uma atuará e a ponderação das amplitudes. Naturalmente, eu sempre gosto de deixar o grave com pelo menos +6dB em relação a todas as vias, pois somos brasileiros “criados a tambor indígena”, e o grave tem que vir!

Avaliando as respostas, e usando o “-40” como referência, achei interessante optar pelos seguintes pontos de crossover:

Grave/Medio-Grave – 150Hz @ LR24dB (-6dB), pois o grave consegue subir muito bem e o médio descer muito bem, então essa transição me permitir uma resposta plana e coerente.
Para a transição entre o Médio-Grave/Médio – 800Hz @ BW24dB (-3dB), pois usando uma corneta tão longa os 12” não subiram como gostaria, e os médios de apenas 1” não vinham tão pronunciados nas baixas.
Precisarei fazer alguns ajustes para melhorar, ainda mais, o encontro das vias.
No ponto Médio/Agudo – 2.5kHz @ BW24dB (-3dB), principalmente por causa do D250 Trio que se esforçou pra chegar nesse ponto, mas, ainda assim, foi!
Tá, vai.. Tendo em vista que o D220Ti teve muita dificuldade para ir além dos 10kHz, propositalmente protegi o grave um pouco acima das frequências subsônica e ainda NÃO USEI EQUALIZAÇÕES, podemos dizer que o sistema trabalha de 40Hz~16kHz com F6.




Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *