Cinco dicas para rebaixar seu carro dentro da lei

mercedes rebaixada

Se você está pensando em modificar seu possante, confira cinco dicas básicas para não infringir nenhuma lei, nem prejudicar sua segurança, e ainda deixar o carro do jeitinho que você imaginou:

1 – ANTES DE MAIS NADA, FAÇA UMA VISTORIA
Pelas novas regras, qualquer alteração na suspensão do veículo deve constar obrigatoriamente no Certificado de Registro e Licenciamento de Veículos (CRLV). Por isso, o primeiro passo é submeter seu carro a uma vistoria no Detran. É fundamental que isso seja feito antes de qualquer alteração no carro. Isso porque, agora, é necessária uma autorização prévia para alterar as características do carro e também outra autorização para obter o Certificado de Segurança Veicular (CSV).

2 – PREPARE O BOLSO
Não tem como fugir de uma coisa: para modificar seu carro com qualidade e, principalmente, segurança você terá que desembolsar uma grana. Esqueça aquelas soluções caseiras, que o primo de um amigo diz conhecer ou que um mecânico do bairro te garante ficarem iguaizinhas a todas as outras. Você terá, por exemplo, de substituir todo o kit de suspensão, para evitar que, depois de um tempo, algumas peças fiquem mais desgastadas que as outras.

Um conjunto convencional (que inclui molas e amortecedores) pode custar entre R$ 450 e R$ 1 mil. Para os mais ousados, há ainda a possibilidade de adquirir um conjunto de molas esportivas, que deixam a suspensão mais rígida e o carro mais estável em altas velocidades. Nesse caso, o custo sobe ainda mais e varia entre R$ 1 mil e R$ 2,5 mil. É preciso ficar atento também à origem das peças adquiridas. Todas precisam ter o selo de qualidade do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro).

3 – ATENÇÃO ÀS NOVAS REGRAS
É preciso estar de olho no que pode e o que não pode ser feito, de acordo com a nova lei. Entre as proibições que já existiam antes e que continuam valendo depois da regulamentação está o uso de pneus que ultrapassem os limites externos dos para-lamas e as mudanças no diâmetro externo do conjunto do pneu.

As novas regras estabeleceram ainda o limite de 10 centímetros como a distância mínima que a carroceria deve manter do solo. Um detalhe importante: o ponto onde é feita essa medição mudou. Antes, valia a distância a partir do farol baixo e o carro deveria ficar entre 50 cm e 120 cm do chão. Agora, a medição acontece a partir do ponto mais baixo, seja ele o assoalho ou o escapamento.

Por último, não se esqueça de um cuidado importantíssimo: as rodas e os pneus não podem tocar na carroceria do carro durante qualquer tipo de manobra.

4 – BUSQUE UNIDADES CREDENCIADAS
Depois de realizadas as alterações, será preciso conseguir um laudo atestando que você respeitou todas as leis. Nesta etapa, será verificado, por exemplo, se a distância do ponto mais baixo do veículo está igual ou superior aos 10 centímetros e se todas as manobras podem ser feitas com segurança. Essa certificação é concedida apenas por unidades credenciadas pelo Inmetro. Entre no site do Detran do seu estado para acessar a lista de empresas que estão autorizadas a fazer esse serviço.

5 – MODIFIQUE O CRV
Antes de sair por aí, acelerando seu carro rebaixado, é necessário retornar ao Detran. Lá, você deverá apresentar o laudo emitido pela unidade credenciada. É essa última etapa que verificará se todas as modificações que tinham sido autorizadas na primeira vistoria foram realizadas corretamente e – o ponto mais importante – incluirá as mudanças no Certificado de Registro de Veículo (CRV) e no Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV). São esses dois documentos que irão garantir que você não será multado (R$ 127,69 mais 5 pontos na carteira) nem terá o veículo apreendido caso seja parado em uma blitz.




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